Exossomo, PDRN, espícula: o que cada um faz

Detalhe de textura translúcida, referência aos ativos da fórmula

Três palavras que saíram da clínica e chegaram à prateleira. Elas aparecem no rótulo, quase nunca aparecem explicadas. Aqui está o que cada uma é.

Exossomo

Exossomos são vesículas minúsculas que as células liberam para se comunicar entre si. Funcionam como um envelope: carregam conteúdo de uma célula para outra. Na medicina, são estudados há anos justamente por essa capacidade de transporte.

Na cosmética, a presença desse nome no rótulo não comprova transporte de ingredientes para camadas profundas da pele nem resultado clínico. Peça informações sobre origem, formulação e avaliação do produto.

Duas coisas importam ao comparar produtos. A origem, que pode ser vegetal ou de cultura de microrganismos, e a quantidade declarada. Uma marca que informa a contagem está se expondo a ser checada, e isso é bom sinal.

Para ver um produto da linha com exossomos, conheça o EXO-Nano Revive Cream e confira as informações de uso na ficha.

PDRN

PDRN é a sigla de polidesoxirribonucleotídeo. São fragmentos de DNA, obtidos em geral de esperma de salmão, purificados até um grau altíssimo. Ficaram conhecidos no Brasil pelo uso injetável em consultório.

Na versão cosmética, aplicada sobre a pele, o PDRN entra em fórmulas voltadas a viço e à aparência de firmeza. É importante separar as duas coisas: o que um injetável faz em consultório e o que um cosmético faz na superfície não são a mesma escala. Quem promete a mesma coisa nos dois formatos está exagerando.

Espícula

Espículas são estruturas microscópicas encontradas em algumas fórmulas cosméticas. Siga o modo de uso específico do produto; a presença desse ingrediente não autoriza massagear a pele nem permite afirmar que a fórmula cria microcanais.

Formigamento, ardor e vermelhidão não comprovam que um cosmético está funcionando e não permitem descartar uma reação alérgica. Se houver irritação, interrompa o uso e procure orientação dermatológica. Siga as instruções da embalagem.

Não adapte a orientação de um produto a outro apenas por terem ingredientes com nomes parecidos. Para combinar cosméticos com ácidos, retinoides ou procedimentos, consulte o profissional que acompanha sua pele.

Como usar isso na hora de comprar

Ativo da moda no rótulo não garante resultado. Três perguntas resolvem a maior parte da dúvida. A marca informa a quantidade do ativo ou só o nome? A embalagem protege a fórmula? E existe teste publicado, com número de participantes e duração?

Se as três respostas forem vagas, o ativo no rótulo está fazendo trabalho de marketing, não de formulação.

Referência sobre cuidados com produtos que causam ardor: American Academy of Dermatology.